Ender Lilies: Quietus of the Knights - Um metroidvania melancólico.
E aí, pessoal! Como vocês estão?
Ontem
comentei sobre o vazio que “Ender
Lilies: Quietus of the Knights” me deixou e prometi trazer uma análise
detalhada futuramente. Para minha surpresa, hoje me deparei com o anuncio do “Ender Magnolia: Bloom in the Mist”
para consoles, com lançamento previsto para 22 de janeiro de 2025. Então, sinto
que preciso escrever minha análise agora mesmo. Bora lá!
“Ender Lilies: Quietus of the
Knights” é um
jogo estilo metroidvania com uma ambientação dark fantasy, claramente inspirado
por Dark Souls e Hollow Knight (inclusive, lembro de ter lido que o diretor do
jogo citou essas influências). Você assume o papel de Lily, uma garotinha
aparentemente indefesa despertada por um cavaleiro em um mundo devastado por
uma maldição chamada Reino do Fim. Essa maldição foi causada por uma chuva
interminável que transformou todos em uma espécie de zumbi. Lily descobre que é
descendente da Sacerdotisa Branca e tem o poder de purificar essa maldição.
Assim, ela parte em uma jornada junto ao cavaleiro para tentar acabar com a
maldição ou, pelo menos, entender quem realmente é e o que aconteceu com aquela
terra.
Como
mencionado, o jogo segue o estilo metroidvania, com um vasto mapa para explorar
e áreas que exigem certas habilidades para serem alcançadas. No combate, você
conta com espíritos para atacar os inimigos, somando 26 skills diferentes. Você
pode equipar até 6 espíritos de uma vez: 3 em uma grade e mais 3 em outra, que
podem ser alternadas a qualquer momento com o toque de um botão. Vale lembrar
que essas habilidades são consumíveis e podem ser recarregadas destruindo
objetos pelo cenário ou, principalmente, descansando nos pontos de salvamento.
A trilha
sonora do jogo, para mim, foi um dos destaques. Algumas músicas ficam na cabeça
e outras até me lembraram o clássico Castlevania: Symphony of the Night.
Durante as batalhas contra chefes, a trilha tem uma espécie de crescente,
normalmente acompanhando as 3 fases dos chefes, cada uma com padrões de ataque
específicos e uma trilha sonora que atinge o ápice na última fase.
Quanto à
dificuldade, achei bem equilibrada, com momentos desafiadores que são superados
conforme você evolui como jogador. No entanto, preciso destacar o maior ponto
negativo: a área final é incrivelmente difícil, atingindo um grau de
dificuldade excessivo que torna a exploração maçante. Ainda assim, consegui
superar o desafio e completar 100% do mapa.
Uma das
facilidades na exploração é que, ao completar uma área do mapa, ela muda de
cor, indicando que não há mais itens a serem coletados, o que ajuda bastante na
busca pela platina do jogo.
O jogo
conta com três finais que podem ser obtidos em uma única jogada, sem a
necessidade de recomeçar do zero para completar tudo.
Enfim, “Ender Lilies: Quietus of the Knights” pode ter suas falhas no
combate, como o excesso de habilidades que acabam sendo desnecessárias, mas é
um excelente jogo. Sua ambientação melancólica, trilha sonora marcante e
narrativa envolvente fazem com que você se prenda do início ao fim.

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